janeiro 04, 2010

A Fórmula da Felicidade


A fórmula da felicidade

Quem não gostaria de encontrar uma fórmula que permitisse atingir a felicidade? Tal como uma lâmpada empoeirada e perdida que guardasse por milénios um génio capaz de conceder desejos. Seguramente, todos vocês já se questionaram o que fariam se vos fosse dada a hipótese de ver três desejos anuídos, e com a mesma certeza já ponderaram mudar os pedidos várias vezes ao longo da vida.

É óbvio que estamos apenas a especular, e a fazer considerações sobre um mundo imaginário e utópico, mas será que a concessão de três desejos seria suficiente para fazer uma pessoa feliz? Será que dez desejos fariam melhor? Desde sempre que as pessoas se habituaram a retratar a felicidade sob uma forma estipulada, um desígnio sugerido a partir de padrões socioculturais. Ora alcançada através da riqueza, ora através de um grande amor, várias e diversas são as especificações, mas todas indicam um objectivo a atingir. Algo pelo que devemos lutar para conseguir, ou deixar à sorte de um destino obter.

Se usarmos uma analogia entre a vida e uma corrida, então a meta é a felicidade, logo o individuo – tal como o corredor – despende tempo e todo um esforço apenas para aquele momento. Se perguntarem a qualquer vencedor, quanto tempo dura o êxtase provocado pela vitória, vão perceber que é algo fugaz. Para uns durará umas horas, para outros uns dias, no máximo umas semanas, pois logo urge trabalhar para novas vitórias. Este espírito de guerreiro, empreendedor destina-se à concretização de um objectivo específico. Mas, se assim vivermos a nossa vida, então produziremos um de dois resultados: ou levamos a vida toda à procura, ou assim que alcançado o móbil inicial, partimos para outra.

Assim é importante distinguir, felicidade de contentamento para melhor sabermos o que buscar. Felicidade como emoção crua, como um estado interior. Contentamento como sentimento dirigido a um elemento externo. Sentimentos que se atribuem a situações que vivemos ou desejamos viver, como ser rico, viver uma grande paixão, ganhar uma corrida, etc. Ao aceitarmos esta distinção, compreenderemos que a felicidade não é algo que se possa buscar, é sim algo que temos apenas que despertar. Encontraremos assim forma de efectivar, de materializar numa realidade presente, o que teimosamente adiamos para um momento futuro.

“ Lembre-se que felicidade é uma forma de viajar e não um destino.” Roy M. Goodman

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