setembro 11, 2009

Curiosidade...


Curiosidade….

A curiosidade é a capacidade inata em procurar saber. É o desejo gerado num ser vivo de explorar o universo ao seu redor, compilando novas informações às que já possui. Combina exploração, investigação e aprendizado numa só acção, pois instiga ao desvendar de algo até então desconhecido.

Descrito desta forma, é seguramente algo de muito bom, é a base de todo e qualquer estudo científico, apresentando-se como a “desculpa” para continuarmos a aprender e evoluir. Mas, se assim é, porque razão é socialmente malvisto? Porque, desde muito cedo, se desencoraja essa atitude nas crianças, afirmando que a curiosidade matou o gato?

Esta emoção é dirigida pelo incógnito. Algo que sempre acarreta expectativas, anseios, mas acima de tudo medo. Receio pelo que se possa descobrir, temor pelo que essa descoberta possa causar em nós. É como um disparo de adrenalina no corpo, que nos deixa em constante êxtase e em profundo desassossego até vermos saciada a nossa curiosidade. Nem mesmo nesta explicação se depreende a razão para ser algo tão recriminado, ao ponto de termos como sinónimos no dicionário palavras como bisbilhotice e indiscrição.

Esta associação de conceitos surge, porque é a mesma emoção que compele as pessoas a invadirem o espaço umas das outras. Desperta-se a curiosidade a partir da desconfiança. Porque um curioso é mais rapidamente visto como um coscuvilheiro do que como um cientista? Simples, porque a suspeita alimenta a vontade de saber o que os outros fazem, e isso cria um ciclo vicioso que não tem como se quebrar. A curiosidade apresenta-se como uma cura para o aborrecimento, mas não encontramos antídoto para a curiosidade.

Ainda bem que não existe um tratamento para esta emoção, seria nefasto para a evolução do mundo em que vivemos, é uma energia indispensável ao nosso crescimento. A solução é aprender a orientar esse impulso, dirigindo-o como um processo de aprendizagem ao invés de usá-lo para desviar a atenção de si mesmo, preenchendo-a com a vida alheia.

O importante nesta mudança é não recear olhar para si mesmo, é deixar que a curiosidade canalizada a si mesmo, o faça testar os seus limites. Que o desconhecido das suas potencialidades o faça querer ser cada vez melhor, aprendendo a superar cada obstáculo.

Como diz o Educador DeRose: “Obstáculos e dificuldades fazem parte da vida. A vida é a arte de os superar.”

1 comentário:

  1. Olá! É só para dizer, outra vez, lol que gostei muito do que escreveste aqui e que leio sempre as tuas crónicas e que gosto muito!!! muito!!!! beijinhos grds

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