julho 25, 2009

O Homem T


O Homem T

Na Praça dos Aliados no Porto, está montada uma exposição que contém cem estátuas (um “Óscar” do cinema à escala humana) pintadas por diversos artistas plásticos, sob o tema “Um homem utópico que se pode tornar real se lutarmos por ele”. Foi a designação deste mote que me inspirou a escrever-vos esta semana.

Começo por explicar que utopia significa fantasia, ou como vem no dicionário, plano que parece irrealizável. Para muitos, esta definição é suficiente para desculpar a aceitação do princípio de que não é possível mudar, como se nem sequer fosse justificado um esforço para tentar. Para outros, – que eu espero que sejam cada vez mais – é um desafio que merece ser realizado. É para estes que escrevo! Como para qualquer desafio, vamos primeiramente estabelecer umas regras, caso contrário perderíamos o rumo ao nosso esforço.

Regra número 1, definir o que queremos tornar real. É pressuposto elementar de que todos somos diferentes, logo essa diferença espelha-se no que procuramos para a nossa vida. Ainda que seja simples aceitar de que a realização pessoal dependa de estabilidade financeira e emocional, existem vias diferenciadas para o atingir e por isso características diferentes a despertar. Assim, cada um necessitará de reconhecer que mais-valia deve extrair de si mesmo, a fim de o aproximar do que deseja.

Regra número 2, perceber se é para si, ou para os outros que busca essa mudança. Este passo é fundamental, não o julgue prescindível. Admita que o que é externo a si próprio, é extremamente volátil e mutável. O que temos por certo num momento pode mudar em um instante. Logo, assuma-se o quanto antes como a única razão para mudar-se.

Regra número 3, não se prenda ao que fica para trás. Ao tomar qualquer decisão, olhe apenas em frente. Tal como se fosse um soldado a desembarcar na Normandia onde não podia voltar para trás, e a única opção era lidar com a batalha à frente. Independentemente da motivação, cada mudança implica inconvenientes, e só depende de si tornar as coisas melhores.

Regra número 4, e última, estenda a procura da realidade na utopia ao limite. Nunca julgue que nada mais pode alcançar em si, e muito menos julgue que está além das suas capacidades tornar-se melhor.

Agora que temos todas as regras, desafio aceite?

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