julho 28, 2009

Programação do Fest-Yôga

PROGRAMA


SEXTA FEIRA | 18 SETEMBRO


14:00 | Campanha de Solidariedade: Alimentos Contra a Pobreza


14:30 | Abertura do evento com todos os ministrantes


15:00 | O Poder do Comportamento - Profa. Zélia Couto e Santos


16:00 | Expressão e Movimentação - Prof. Flávio Moreira


17:00 | Realize e Realize-se Mais - Prof. Ricardo Mallet


18:00 | Ády ashtánga sádhana - com todos os ministrantes

20:00 | Intervalo


21:00 | Jantar ao ar livre junto à piscina


22:30 | Concerto com os NádaShambhô


23:00 | Momento Cultural:

Iniciação às Danças de Salão, Cha-cha-chá com

Cheila Saldanha e Kizomba com a Profa. Catarina Candeias


Clean Party com DJ



SÁBADO | 19 SETEMBRO


10:00 | Mudrá - Profa. Zélia Couto e Santos


11:00 | Pújá - Prof. António Pereira


12:00 | Mantra - Prof. Flávio Moreira


13:00 | Pránáyáma - Prof. Luís Lopes


14:00 | Kriyá - Profa. Letícia Ziebell


15:00 | Ásana - Profa. Catarina Candeias


16:00 | Yôganidrá - Prof. António Pereira


17:00 | Samyama - Prof. Ricardo Mallet


18:00 | Víparita ashtánga sádhana para instrutores - Prof. António Pereira

Actividades lúdicas: Torneio de Voleibol e tiro ao alvo


20:00 | Intervalo


21:00 | Jantar no Hotel


22:30 | Chaí Literário:


Coreografias do Método DeRose

Apresentação de “Passos do SwáSthya em Portugal”

Exposição Fotográfica de ásanas

Lançamento e sessão de autógrafos dos Cds: Técnicas de

Descontracção e Música para descontracção



DOMINGO | 20 SETEMBRO


10:00 | Passeio pela Costa até à Vila


11:00 | Karma: a Prática da Mudança - Profa. Letícia Ziebell


12:30 | Sentimento Gregário - Prof. Flávio Moreira

Reunião de directores


13:30 | Reunião de Instrutores


14:00 | Reeducação Emocional - Prof. Luís Lopes


15:30 | O Ritmo de Shiva - Prof. Ricardo Mallet


17:00 | Sat chakra de encerramento



julho 25, 2009

O Homem T


O Homem T

Na Praça dos Aliados no Porto, está montada uma exposição que contém cem estátuas (um “Óscar” do cinema à escala humana) pintadas por diversos artistas plásticos, sob o tema “Um homem utópico que se pode tornar real se lutarmos por ele”. Foi a designação deste mote que me inspirou a escrever-vos esta semana.

Começo por explicar que utopia significa fantasia, ou como vem no dicionário, plano que parece irrealizável. Para muitos, esta definição é suficiente para desculpar a aceitação do princípio de que não é possível mudar, como se nem sequer fosse justificado um esforço para tentar. Para outros, – que eu espero que sejam cada vez mais – é um desafio que merece ser realizado. É para estes que escrevo! Como para qualquer desafio, vamos primeiramente estabelecer umas regras, caso contrário perderíamos o rumo ao nosso esforço.

Regra número 1, definir o que queremos tornar real. É pressuposto elementar de que todos somos diferentes, logo essa diferença espelha-se no que procuramos para a nossa vida. Ainda que seja simples aceitar de que a realização pessoal dependa de estabilidade financeira e emocional, existem vias diferenciadas para o atingir e por isso características diferentes a despertar. Assim, cada um necessitará de reconhecer que mais-valia deve extrair de si mesmo, a fim de o aproximar do que deseja.

Regra número 2, perceber se é para si, ou para os outros que busca essa mudança. Este passo é fundamental, não o julgue prescindível. Admita que o que é externo a si próprio, é extremamente volátil e mutável. O que temos por certo num momento pode mudar em um instante. Logo, assuma-se o quanto antes como a única razão para mudar-se.

Regra número 3, não se prenda ao que fica para trás. Ao tomar qualquer decisão, olhe apenas em frente. Tal como se fosse um soldado a desembarcar na Normandia onde não podia voltar para trás, e a única opção era lidar com a batalha à frente. Independentemente da motivação, cada mudança implica inconvenientes, e só depende de si tornar as coisas melhores.

Regra número 4, e última, estenda a procura da realidade na utopia ao limite. Nunca julgue que nada mais pode alcançar em si, e muito menos julgue que está além das suas capacidades tornar-se melhor.

Agora que temos todas as regras, desafio aceite?

julho 16, 2009

Sat Chakra de Julho






As primeiras duas fotos são das meninas que receberam o pin em Junho!! Eu não me ia esquecer delas :)

julho 15, 2009

Dancem!


Dancem!

Desde que me lembro, a dança sempre foi um dos meus maiores fascínios. Sem querer parecer aqueles cantores que já o eram ainda antes de nascerem, é legitimo afirmar que danço desde que me conheço. É algo indescritível e quase mágico o momento em que nos despimos de preconceitos e condicionalismos, e nos permitimos a deixar que o nosso corpo actue livre como eco da música que ouve.

Por ser algo tão forte e expressivo em mim, sempre assumi que toda a gente reagiria de igual forma ao estímulo gerado pela música. Afinal, quem consegue evitar o bater do pé quando no carro ouve uma música mais mexida? E, quando este pequeno interruptor é accionado, quem controla o corpo que quer mexer, a voz que quer cantar? Quando mais novo, sempre vi na figura do meu pai, alguém que se tornava transparente com a música, que não se inibia de dançar, de cantar. E a sua expressão facial denunciava facilmente quão bem ele se sentia. Talvez tenha sido essa, a minha maior influência para encontrar o mesmo prazer. Mas, quanto mais crescia, e mais gente conhecia, mais observava que não era tão comum esse tipo de comportamento. Isso levou-me a indagar sobre que razão existiria para haver tanta gente que não dançasse. Inicialmente, justificava com a afirmação de que não teriam ainda descoberto o ritmo, o estilo musical que se ajustasse aos seus gostos, mas…ainda que essa causa tem a sua influência, a principal explicação reside no facto de as pessoas se inibirem. Mentalmente, colocam toda uma série de barreiras que as impede de agirem livres e em conformidade com as suas emoções, então reprimem-se. Essas barreiras são essencialmente resultado do receio do julgamento alheio, da crítica ou recriminação dos outros. Daí que seja no chuveiro, ou no carro, que as pessoas mais se libertem e consigam cantar e dançar apenas como forma de se expressarem.

Deixo-vos um pequeno desafio: despendam alguns minutos tentando expressar em palavras o que é a dança para vocês, depois partilhem com um grupo de amigos as conclusões a que chegaram. O resultado que encontram traduz a impossibilidade de expressar este conceito, pois é inteiramente subjectivo, logo que lógica existe em tentarmos buscar a aprovação dos outros? Deixem que a dança seja uma nova linguagem, uma nova forma de comunicar com o mundo que revele aquilo que são: únicos.

No bom, no mau, e em tudo o que está no meio, dancem. Será o maior presente que podem oferecer-vos.

julho 08, 2009

Feira do Livro da Maia

Este sábado que passou, no dia 4 de Julho começou mais uma edição da Feira do Livro da Maia em frente à Câmara Municipal.


Nós também lá vamos estar no dia 11 de Julho pelas 16h30 (sábado) com uma palestra ministrada pelo Prof. Luís Lopes, Presidente da Federação de Yôga do Norte de Portugal que vai falar sobre o Método DeRose e a sua cultura. Vai ainda haver demonstrações de coreografias :)


Estão todos convidados a comparecer, é já este sábado!

julho 03, 2009

Simplesmente


Simplesmente….Simples

Sempre fui um indivíduo bastante sociável, fazia amigos com uma facilidade inacreditável. Desde que tenho noção do mundo, que procuro fazer com que todos gostem de mim. Tornar-me uma pessoa memorável pelas melhores razões. Apesar de hoje saber que é praticamente impossível conseguir um feito desses, ainda assim persigo essa meta, mas de uma forma genuína e espontânea em oposição com o comportamento que tinha quando adolescente.

Na minha adolescência, era um rapaz que procurava sempre agradar os outros, tudo fazia para ser aceite, para me sentir integrado. Mesmo que, por vezes isso implicasse contrariar os meus próprios desejos. Não sei se era debilidade na auto-estima, se era por ter amigos muito bonitos, algo me instigava a diminuir-me perante os outros, dando ainda mais força à atitude quase submissa que mantinha. Ao ver-me dessa forma, eu tornei-me um excelente observador que releva cada pormenor e que busca o mais ínfimo detalhe para compreender a realidade de cada situação. Exploro todos os prismas de observação possíveis e imaginários, extrapolando por vezes o limite do razoável, pois desperto a habilidade de encontrar suporte lógico para duas realidades antagónicas. Este comportamento tornou-me um aprendiz insaciável, que procura em todos os instantes estimular em si e nos outros, reacções variáveis para que possa melhor compreender a complexidade que é o ser humano. Mas não pensem que estou de algum modo a fustigar-me, muito pelo contrário, assumo que tive uma adolescência fantástica, e que foi determinante para o meu processo de maturação e teve influência directa na profissão que escolhi.

Hoje, como instrutor do Método DeRose há quase nove anos, reconheço quão imprescindível é essa forma de aprendizagem para poder lidar com as mais diversas pessoas, mas acima de tudo para poder agir livre de restrições e condicionamentos e ser fiel aos meus princípios. A complexidade do individuo tem origem na relação expectativas criadas/medo de fracassar, e adquire proporções ainda maiores quando perante algo ou alguém tão ou mais complexo. Assim a base de qualquer relação pessoal ou profissional tem que ser a simplicidade.

“ Tudo deve ser o mais simples possível, mas nem um pouco vulgar.” Albert Einstein