maio 02, 2009

A fonte de todas as emoçoes


A fonte de todas as emoções

Os gregos contam uma história de que como os deuses inventaram os seres humanos por se sentirem entediados. Contudo, a sua criação revelou-se infrutífera no seu propósito, pois eles continuavam aborrecidos. Decidiram assim, criar o amor. Não mais estavam entediados, mas o que observavam deixara-os tão curiosos que resolveram experimentar o amor. Para poderem aguentar a experiência, suportar o que sentiam, então criaram o riso.

Este pequeno conto revela a necessidade de transportar para o exterior o manancial de sensações que tal estado emotivo provoca em cada um. Os próprios deuses inundados por um sentimento tão profundo e arrebatador, precisaram desenvolver algo que lhes conferisse maior liberdade, que lhes desse maior expressão. O riso surge assim como terminal nervoso de uma emoção que surge bem no âmago do indivíduo. Mas, será que essa liberdade traduzida no riso, é transgredida quando a mesma emoção nos faz reagir de forma contrária?

Quantos de vocês não terão já atribuído ao amor, a razão para estarem tristes, para não terem a mínima necessidade de sorrir? Será possível que a mesma fonte produza reacções tão antagónicas? É importante, para identificarmos com precisão aquilo de que falo, distinguir emoção de sentimento. Sentimento é uma relação causal e de dependência que se estabelece para com uma determinada situação; gera assim um efeito ilusório procedente da causa anterior, ou seja, sentimo-nos mais contentes ou descontentes comparativamente ao estado anterior. Emoção é algo inexplicável, ilógico, irracional que nos invade o corpo, e que retrata fielmente o estado de espírito de cada um. É por isso independente de qualquer factor externo, reside na essência de cada um.

A grande dificuldade do ser humano em lidar com tudo isto, reside no facto de sempre permitir que os sentimentos se sobreponham às emoções, por isso temem mudanças, por isso sofrem quando determinada situação lhes escapa de um controlo que nunca tiveram. Esquecem-se que o inesperado está sempre ao virar da esquina, e comprometem a sua felicidade por torná-la pertencente a outros.

Será, assim um beco sem saída? Como estar entre a espada e a parede? Quero acreditar que não, e mesmo não tendo uma fórmula mágica, posso afirmar convicto de que a resposta reside em cada um de vocês. Assim, já sabem onde procurar….

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