abril 13, 2009

História recente do Yôga

HISTÓRIA RECENTE DO YÔGA

1805 – Foi realizada a primeira transliteração da língua sânscrita para o inglês.

1894 – É convencionada a transliteração do sânscrito para o português no X Congresso Oriental de Genève.

1889 – William Q. Judge foi o responsável pela primeira publicação do Yôga Sútra, no Ocidente.

1893 – Swámi Vivêkánanda viaja aos Estados Unidos. Isso constitui um marco inaugural do Yôga nas Américas.

1947 – Mataji Indra Dêví abre sua academia em Hollywood, chamando-a de Yôga Studio. No mesmo ano, o professor Theos Bernard publica Hatha Yôga Uma Experiência Individual.

1950 – Sevánanda Swámi introduz no Brasil, pela primeira vez, o Sarva Yôga, instalando-se inicialmente em Lages (SC) e, posteriormente, um mosteiro em Resende (RJ).

1953 – Mataji Indra Dêví publica seu novo livro Sempre Jovem, Sempre Saudável.
1954 – Mircea Eliade publica o livro Yôga, Imortalidade e Liberdade.

1955 – O General Caio Miranda torna-se o primeiro professor brasileiro de Yôga, funda a primeira escola de Yôga do Brasil, o Instituto de Yôga do Rio de Janeiro. Foi o primeiro autor brasileiro a escrever e publicar um livro de Yôga e, com isso, torna-se o primeiro autor no mundo a escrever um livro Yôga em língua portuguesa.
1959 – Matají Indra Dêví publica o livro, intitulado Yôga para Americanos. No mesmo ano, Mahárishi Mahêshi Yôgi, mestre dos Beatles, visita os Estados Unidos.

1960 – DeRose, aos 16 anos de idade, começa a lecionar na Fraternidade Rosacruz e publica o livro Prática de Yôga Elementar.

1962 – É lançado no Brasil o livro Autoperfeição com Hatha Yôga, do Coronel Hermógenes, que se torna o segundo brasileiro a publicar um livro de Yôga. Em virtude do lançamento do livro, realiza inúmeras palestras no Rio de Janeiro e convida o jovem DeRose, então o melhor praticante do Brasil, para fazer a demonstração das técnicas durante a exposição. Por consequência das palestras, funda no mesmo ano a academia Hatha Yoga Hermógenes. No ano seguinte, vem ao Brasil um professor indiano e dá uma conferência no auditório do jornal O Globo. Na ocasião, declara publicamente que ninguém no Brasil conhece Hatha Yôga nem está autorizado a ensinar essa modalidade. Hermógenes, constrangido, muda o nome da HTH para Academia Hermógenes.

1964 – DeRose abre sua primeira escola no 33o. andar do Edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro. Hermógenes não fica satisfeito com a concorrência desse instrutor que é muitos anos mais novo e inicia uma campanha de difamação e exclusão do jovem, no que é obedecido por todos os demais do métier, uma vez que ninguém queria se indispor com um coronel em plena ditadura militar. As consequências dessa perseguição permanecem para sempre pelo fenômeno do “reflexo da inércia residual”.

1965 – Swámi Bhaktivêdánta Prabhupada funda nos EUA a sociedade Internacional para Consciência de Krishna (Hare Krishna). Neste ano, a Lei de Imigração dos EUA reavalia a entrada de novos imigrantes indianos no país.

1966 – B. K. S. Iyengar lança seu livro Light on Yôga.

1968 – O General Caio Miranda já estava com várias filiais do Instituto de Yôga do Rio de Janeiro em todo o Brasil (RJ, SP, MG, PR, DF), além de escolas em Lisboa (Portugal), e Córdoba (Argentina). Foi o primeiro professor brasileiro exportar know-how cultural na área de Yôga.

1969 – DeRose publica seu livro, o Prontuário de SwáSthya Yôga, começando a formalizar a sistematização do Yôga Pré-Clássico.

1970 – O Presidente da Federação de Yôga da Bélgica, André van Lysebeth, publica seu livro Aprendo Yôga.

1971 – Gopi Krishna publica um livro elucidativo sobre a energia ígnea, intitulado Kundaliní Evolução e Energia do Homem.

1973 – Van Lysebeth vem ao Brasil e assiste a uma aula prática ministrada por DeRose. A foto do evento é publicada no livro autobiográfico Quando é Preciso Ser Forte.

1974 – DeRose realiza uma peregrinação pelas escolas de Yôga, Yóga e Yoga de todo o Brasil, ministrando cursos e propondo uma campanha de mais união no métier.

1975 – DeRose funda a União Nacional de Yôga – Uni-Yôga, uma entidade cultural sem fins lucrativos, cuja missão é o intercâmbio, união e ajuda a instrutores de Yôga de todo o país. Foi a primeira a ser fundada nesses moldes e foi também a primeira entidade estritamente brasileira de abrangência em todo o território nacional, daí o seu nome.

1978 – DeRose lidera a campanha pela criação e divulgação do primeiro projeto de lei visando a regulamentar a profissão de instrutor de Yôga. A União Nacional de Yôga é citada nominalmente no Projeto de Lei no. 5160. DeRose visita vários estados com a finalidade de expor o projeto aos professores das diversas modalidades de Yôga e escutar suas expectativas e reivindicações para que o projeto pudesse ser melhorado, atendendo às conveniências de todos. Foi cedo demais. Nossa classe profissional não estava amadurecida. Houve desunião, orgulhos feridos e um festival de egos. Os próprios beneficiados, os professores de Yoga, boicotaram a proposta. No final, a regulamentação não se concretizou por uma questão de visão pequena e ego grande por parte dos instrutores de Yoga da época. Vinte anos depois tudo se repetiria.

1979 – A partir da década de setenta, DeRose introduz os Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yôga em praticamente todas as Universidades Federais, Estaduais e Católicas do Sul e Sudeste e várias do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

1980 – DeRose começa a ministrar cursos na própria Índia e a lecionar para instrutores de Yôga na Europa.

1982 – DeRose promove o primeiro Congresso Brasileiro de Yôga, e lança neste mesmo ano mais dois livros: o Guia do Instrutor de Yôga (primeiro livro destinado a profissionais de Yôga, dirigido a todas as linhas) e o Yôga Sútra de Pátañjali, que disserta sobre o Yôga Clássico. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Prof. DeRose.

1994 – Completando 20 anos de viagens à Índia, DeRose fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga, em Portugal. 1997 – DeRose lança os alicerces do Conselho Federal de Yôga, registrando-o em cartório de Registro de Pessoas Jurídicas, o qual passa a constituir o ícone da nossa identidade profissional. É símbolo da nossa resistência contra a tentativa de subordinação do Yôga pela Educação Física. É a demonstração de que estamos organizados e unidos o bastante para nos tutelarmos a nós mesmos.

1997 – DeRose funda o Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga. Rosana Ortega foi eleita como primeira presidente do Sindicato pelo qual lutou bravamente até 2009.

1998 – A Educação Física é regulamentada e funda seu Conselho. A partir de então, passa a perseguir todos os profissionais de todas as linhas de Yôga, Yóga, Yoga e ioga. A categoria se divide entre os que querem se subordinar à Educação Física e os que exigem que seja respeitada a identidade e autonomia da classe dos profissionais de Yôga.

2001 – DeRose recebe da Sociedade Brasileira de Educação e Integração a Comenda da Ordem do Mérito de Educação e Integração.

2002 – DeRose considera que já fez a sua parte e, após mais de quarenta anos de luta, desliga-se oficialmente do movimento pela regulamentação da profissão. Tomou essa decisão para que os colegas de outras linhas de Yôga, Yóga ou ioga ficassem bem à vontade para assumir a liderança e decidir, eles mesmos, como querem que seja realizada a tão importante regulamentação da profissão.

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