abril 23, 2009

Crise = oportunidade - Uma questão de perspectiva



Crise = oportunidade - Uma questão de perspectiva!

Tenho, por garantido, que já muitos de vocês estarão a questionar-se quanto à verdade da afirmação do título. Posso até adivinhar uma certa renitência da vossa parte, em aceitar que tal sugestão possa sequer ser possível. Mas, vamos analisar 2 aspectos essenciais, que por certo o farão repensar a sua postura:

1º Utilizando o referencial da história mundial que conhecemos, podemos perceber inúmeros períodos de crise, o que leva os economistas sempre a defender que são fenómenos cíclicos. Após a recessão, o crescimento; após a tempestade, sempre vem a bonança. E nesses períodos mais negros, sempre a necessidade levou o Homem a reagir à mudança, adaptando-se às novas condições. Desde a Era Glaciar que - não envolvendo motivos económicos, terá sido talvez o momento de maior mudança na humanidade, redefinido costumes, comportamentos, hábitos alimentares, etc. – somos surpreendidos pela enorme capacidade de adaptação do ser humano, revelando apetências que julgava não possuir. Surgem novas invenções, reformam-se ideologias, questiona-se e procuram-se respostas. Tudo, fenómenos de crescimento.

2º O maior problema observado na crise, é que o poder de compra desce. Consequentemente, a procura também desce, o que resulta a médio prazo num decréscimo de preços. Até aqui, muitos dirão que é um filme já visto, mas o que torna tão pior este período actual? Simples, a instalação do medo. Vivemos uma época em que são inúmeras as relações de dependência que criamos. Dependência do telemóvel, da internet, do carro, do cigarro….e dezenas de outras coisas que julgamos não conseguir viver sem. O receio de termos que abdicar de alguma dessas relações, elimina o nosso discernimento de tirarmos proveito da mudança, porque apenas observamos a insegurança de perder.

Mudança pode surgir como sinónimo de crise. Ela é temida, indesejada, acarreta o receio do desconhecido e altera padrões de comportamento. O defeito do Homem é que não produz a mudança voluntaria e conscientemente como forma de desenvolvimento, assim fica sempre à mercê do seu instinto numa situação de desespero para se adaptar. Pois então, é agora! Não criamos as condições, mas elas estão aí. Torne o seu instinto e adaptabilidade, armas de consciência para mudar. Mas, não olhando para o que poderá perder, e sempre visando o que ganhará.

Tal como o Tim cantava nos Resistência, na canção “Nasce Selvagem”: “Tu pertences a ti / Não és de ninguém”. Pois bem, é a altura de se destacar da multidão!

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